Community Reviews
Que livro, que história! Me prendeu do início ao fim. Esse livro é uma arte, mexe com nossos sentimentos de forma profunda. Todos os personagens são retratados de forma complexa, não tem um que seja totalmente "bom" ou "mau".
Há o simbolismo que acompanha toda a narrativa, como se o rio em si fosse um personagem. É daquelas experiências literárias que deixa marcas. Foi a primeira obra que li da autora e já estou ansiosa para ler as próximas.
Incrível!!! História envolvente que prende do início até o fim! Muitas reviravoltas e cenas chocantes, confesso que só não dou 10 porque queria um outro final para Venâncio que de todos merecia morrer (rs).
Amei como o livro aborda assuntos pesados e nos deixa com uma sensação de estranheza, uma coisa de não saber mais o que é certo ou errado, me coloquei no lugar dos personagens (menos Venâncio) e me perguntei várias vezes como eu reagiria se estivesse naquela posição.
Perdoar é algo muito difícil e me fez pensar muito sobre isso.
Passado o primeiro alvoroço do hype, gosto de tirar a prova dos noves das polêmicas literárias que se armam por aí. Vim depositar meus vinte centavos.
O final não me incomodou. Talvez porque definitivamente não acho que a régua moral do mundo ideal tenha que se aplicar à literatura (nem a nenhuma arte) ou talvez por eu não ter embarcado totalmente no plot dessa história; provavelmente os dois. Mulheres que sofrem violência e voltam para os seus maridos é uma realidade, a literatura é só um registro. Outras coisas me inquietaram mais, como a linguagem. Sou team Graciliano Ramos (“há palavras que brilham como ouro falso”), o contraste da linguagem excessivamente poética com a crueza da violencia não me cativou, não me comoveu, mas me parece uma boa chave conveniente a um bestseller, porque os extremos quase sempre são eficientes para chamar atenção e causar impacto. Nesse entremeio, me parece que o desenvolvimento dos personagens ficou pelo caminho, meio raso em relação à intensidade do enredo e à carga de violência.
Enfim, o livro tem uma premissa até interessante, mas acho mesmo é que esse narrador em terceira pessoa estava mais preocupado em fazer frases instagramáveis. Talvez se essa história tivesse sido narrada em primeira pessoa com o tom melancólico da Dalva (que bom drama psicológico daria!) ou com toda a ousadia da Lucy teria sido mais bacana. Para mim, Tudo é rio é meio um clickbait literário.
O final não me incomodou. Talvez porque definitivamente não acho que a régua moral do mundo ideal tenha que se aplicar à literatura (nem a nenhuma arte) ou talvez por eu não ter embarcado totalmente no plot dessa história; provavelmente os dois. Mulheres que sofrem violência e voltam para os seus maridos é uma realidade, a literatura é só um registro. Outras coisas me inquietaram mais, como a linguagem. Sou team Graciliano Ramos (“há palavras que brilham como ouro falso”), o contraste da linguagem excessivamente poética com a crueza da violencia não me cativou, não me comoveu, mas me parece uma boa chave conveniente a um bestseller, porque os extremos quase sempre são eficientes para chamar atenção e causar impacto. Nesse entremeio, me parece que o desenvolvimento dos personagens ficou pelo caminho, meio raso em relação à intensidade do enredo e à carga de violência.
Enfim, o livro tem uma premissa até interessante, mas acho mesmo é que esse narrador em terceira pessoa estava mais preocupado em fazer frases instagramáveis. Talvez se essa história tivesse sido narrada em primeira pessoa com o tom melancólico da Dalva (que bom drama psicológico daria!) ou com toda a ousadia da Lucy teria sido mais bacana. Para mim, Tudo é rio é meio um clickbait literário.
Tudo é Rio, Carla Madeira ❤️
Outro livro fluido e poético. Devorei esse livro. Terminei em 4 dias (de semana, atarefada com 2 crianças). Mas essa autora te prende, você não consegue parar de ler, e pelas resenhas que li, esse é um fato quase unânime sobre a autora, num livro que divide opiniões. Realmente, o primeiro capítulo me chocou (e olha que não me considero uma pessoa facilmente impressionável). A linguagem, os personagens, não gostei. Achei chulo, vulgar, pensei: “É um Nelson Rodrigues de saia (é misógino falar isso?), embora adore Nelson Rodrigues, pois escancara o pior do ser humano, numa realidade dilacerante. Mas então, a autora vai te levando numa viagem no tempo, num vai e volta, numa dança com os personagens, contando a história de cada um, revelando suas personalidades, frustrações, traumas, mágoas, amores, desafetos… suas nuances e contradições. A autora brinca com as palavras num vai e vem de amor e ódio pelos carácteres. Ela escreve a história do fim para o começo, para revelar o gran finale só no final. Interessante. Li muitas críticas às questões religiosas e sociais abordadas no livro. Não vou dar spoiler. Julgue por si mesmo. Eu, particularmente, adorei o livro. Mexe com a gente. Faz refletir. Exatamente sobre julgamento e perdão. Sobre a inconstância e imperfeição do ser humano. A vida não é certinha, um mar de rosas. “Tudo é rio”. As vezes calmo; as vezes revolto. A correnteza da vida nos levando e a gente nadando pra sobreviver, tentando não se afogar com acontecimentos fora do nosso controle. Sobre as críticas mais radicais, penso que literatura não é para corrigir a sociedade, aplicar leis… é para mostrar realidades diferentes da sua ou fantasias. Para fazer pensar.
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